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(Geração Ômega) Estou Procurando Desenhistas E Roteiristas Para O Projeto

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#1 nandonves

nandonves

    Novato

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Posted 09 February 2014 - 01:18 AM

Estou procurando desenhistas e roteiristas para me ajudarem com a história que estou escrevendo intitulada de "Geração Ômega". Meu objetivo é formar um grupo para dividir as tarefas e assim todos serão igualados para opinar livremente sobre a história. Para quem se interessar em ingressar nesse projeto peço que entre em contato comigo por e-mail: nandonves@hotmail.com Eu vou mandar o resumo da história juntamente com o "piloto" este último não está completo. Obrigado pela atenção. Ah! se você se interessar pelo projeto por favor me mande um desenho de como você imagina como seria a história de "Geração Ômega." Pode ser uma cena descrita pelo resumo ou pelo "piloto". Por favor leia o resumo primeiro depois o "piloto para entender mais ou menos como funciona a história futurista e sua "linha do tempo".

 

 

MAPA BASE DA HISTÓRIA (RESUMO)

 

         TÍTULO: Geração Ômega.

 

         HISTÓRIA: Geração Ômega é uma história de ficção futurista que se baseia nas suas três personagens primárias, cada uma na sua cronologia de passado, presente e futuro. Elas são de épocas diferentes.

         Tudo começa quando (Vanessa) perde sua mãe (Mônica) em um misterioso acidente aos doze anos de idade. Na fase adulta, aos 21 anos ela se vê na mesma situação desta vez, foi o pai (Alan) que morre devido a problemas no coração. Nesse meio tempo, ela conhece (Éric) nos corredores do hospital. Um jovem recém-formado em medicina. Éric, apesar de não ser o médico responsável pelo repentino tratamento de Alan, mostra-se atencioso com Vanessa por ter vivido uma história semelhante. Devido a essa forte aproximação, os dois acabam se apaixonando.

         Éric adverte Vanessa para que ela faça exames, porque a doença que afetou Alan poderia ser hereditária. Vanessa faz os tais exames e descobre algo incomum nos resultados e para sua surpresa, não tinha nenhuma relação com a doença do seu pai, na verdade era uma estranha “anomalia” que estava se espalhando rapidamente pelo corpo.

         Um médico espantado por não reconhecer tal caso na medicina perguntou á Vanessa se havia algo semelhante na família da mãe. Ela respondeu que a mãe tinha uma mesma cicatriz no braço esquerdo, e às vezes a mãe tinha febres altíssimas, mas aí no dia seguinte já estava perfeitamente saudável. Quando o médico pergunta onde sua mãe está, ela responde que está morta.

         Perplexo, ele responde que nesse caso teria que exumar o corpo para análise. Vanessa diz ser impossível, já que o corpo desapareceu no mar ao cair de um penhasco á nove anos. O médico propõe um tratamento experimental em uma clínica de um renomado cientista especialista em casos “incomuns”. Vanessa dispensa a ajuda, porque acredita não estar doente já que não tinha febre e se sentia muito bem. A tal cicatriz, era simplesmente de nascença.

         Dois meses passam, Vanessa e Éric viajam para comemorarem um mês de namoro. Vanessa não se sente nada bem, está febril e com muita dor em ambos os braços. Éric fica realmente preocupado e pede á namorada para refazer esses exames, Vanessa reluta, dizendo que está bem que ele não precisa se preocupar.

         Os meses passam e Vanessa fica pior ela diz estar fraca e “queimando”, aceitando sua condição de realmente estar mal.

         O casal vai até a tal clinica, ao chegar ao local descobrem se tratar de um centro criogênico. Vanessa fica assombrada chora e diz que “não há possibilidade dela colocar o pé naquele cemitério congelado”. Éric tranquiliza dizendo que só é uma visita para conhecer o local e ver como esse processo é aplicado, se ele é eficaz, suas consequências e coisas desse tipo, “seria como um tur.” Ele não conseguia esconder o encantamento, seus olhos brilhavam tamanha curiosidade médica. Coisa de novatos.

         A Criogenia avança espantosamente em um período de 50 anos dando esperanças para pessoas desenganadas pela medicina. Muitas pessoas recorreram á esse processo tendo em mente a vaidade de uma juventude, de viverem ainda mais ou pelo fato um tanto quanto ousado de encontrarem uma possível cura para a morte.

         Um dos grandes nomes que controlam esse processo muito bem, e se não o mais conhecido entre estes, é sem dúvida o médico/cientista (Ulisses Lupos) Antes da fama Ulisses já demonstrava sinais bem claros de sua genialidade primeiro da classe, ele herdou do seu avô o CPCHA (Centro de Processo Criogênico Humano Alfa). O mais conceituado e atualizado tanto na sua tecnologia quanto em seu valor de mercado. Além da matriz, existem outros 30 Centros da corporação espalhados pelo mundo.

         Ulisses conhece uma garota chamada (Catarine) na faculdade de medicina logo depois, ela veio a ser sua assistente pessoal no centro. Os dois tiveram um filho chamado (Caio) daí, se casaram.

         Cinco anos se passam, Caio pega uma estranha virose e logo depois, é diagnosticado como fatal. Não havia cura para a doença do garoto. Ulisses e Catarine estavam “sem chão” os dois sabiam que o filho não viveria muito tempo e se uma possível cura fosse encontrada esta, só estaria disponível por pelo menos 50 anos.

         Para salvar o filho e na esperança de vê-lo sadio em um futuro incerto, Ulisses e Catarine se sacrificaram congelando seus corpos juntamente com o de Caio em câmaras de resfriamento.

         Anos depois, lá estavam Vanessa e Éric assim, como outros em situações parecidas ou pelo fato da simples curiosidade, observando aquela família congelada que o tempo conservou. Havia centenas de outras câmaras, era algo surreal estavam aos montes, uma ao lado da outra. O tempo realmente foi generoso, ele resolveu parar e ficar por ali. A serenidade parece que gostou do que o tempo não fez. Envelhecer.

         Vanessa sentiu um arrepio na espinha agarrando o braço do namorado pedindo para sair dali. Éric fica “desconcertado” com aquela ação, o guia lhe entrega um cartão do centro e diz para o casal pensar bastante na hipótese do tratamento de Vanessa. É claro que ela não gostou nenhum pouco, puxou o braço de Eric discutiram rapidamente baixinho e foram embora.

         Uma semana se passa e Vanessa sente fortes dores dessa vez, estavam mais agudas um dia após o outro ficavam mais intensas, insuportáveis, febril e tremula ela tinha delírios chamando o pai e a mãe repetidas vezes, isso assustou Éric de modo que ele cogitou a possibilidade do tratamento criogênico até que se achasse cura para seja o que for que estivesse acontecendo com Vanessa.

         (Victória), a melhor amiga de Vanessa não concordou com a decisão de Éric. Ela não o suportava desde a faculdade de medicina, onde o conheceu e namorou por um mês. Vanessa é claro, não sabia que os dois já se conheciam.

         Éric ficou desnorteado e passou por cima de tudo ele realmente amava incondicionalmente Vanessa e mesmo com a desaprovação de Victória ele convenceu sua amada que a melhor forma de se lidar com a estranha “anomalia” seria impor o tratamento criogênico. Vic tentou impedi-lo, mas já era tarde demais. Éric se fez de “voluntário” e adquiriu uma câmara de resfriamento á mais, o que não foi nada barato.

         Vinte anos se passam o mundo já entra em decadência estoura uma guerra mundial existe uma grande batalha pelo poder absoluto de grande domínio das massas. Quem viver, ou melhor, sobreviver esse, ditará as regras. E em meio a esse fogo cruzado está um jovem vagabundo, (Diogo Petriz.) Ele é o melhor amigo de (Afrânio) conhecido como “Grilo” que morre tragicamente na guerra que se travou. Antes do “estopim” para que a guerra fosse declarada oficialmente, Diogo e “Grilo” costumavam a não levar a vida tão á sério, ambos desempregados passavam noitadas bebendo e causando confusões desnecessárias.

         Em certo dia Diogo acorda no sofá da sala, a TV estava ligada e nela passava uma espécie de documentário que falava de uma misteriosa desativação de um centro alfa. Ainda de resaca ele não deu muita importância, mas quando viu aquelas pessoas congeladas em câmaras e a história destes, Diogo ficou um pouco receoso. Ele sentiu uma espécie de ligação ao ver o rosto do proprietário Ulisses, mas não sabia explicar o que era aquela estranha sensação.

         A Guerra chega por carta, Afrânio e Diogo são obrigados a se alistarem. São eternos aqueles dias de guerra, os dois amigos são encurralados por um batalhão, “Grilo” após gritar para correrem é metralhado “a queima roupa” Diogo corre e só percebe que o amigo foi pego, quando se depara com uma porta camuflada por folhagens ao escorregar acidentalmente em um barranco. Ele reconhece aquele lugar, se tratava do centro criogênico humano alfa que havia visto alguns meses atrás. Diogo resolve se esconder por lá até as coisas se acalmarem já que estava sem munição.

         Ao entrar no local, ele se assombra ao encostar acidentalmente no interruptor de energia, todas as luzes se ascendem em um forte clarão branco e o que ele vê são centenas e mais centenas de câmaras. Diogo olha aquele prédio enorme parecia não acreditar que existisse algo assim. Ele anda para trás e em um deslize por todo aquele encantamento “bizarro”, ele cai em um desses “caixões gelados” que o tranca instantaneamente. Diogo é congelado em segundos.

Oito milhões de anos passam e a raça humana já passou por várias deteriorações, cresceu, evoluiu e se adaptou a mudanças dividiu seu espaço com uma espécie similar que veio do espaço destes, nasceu uma nova espécie chamada ômega.

         Esses três personagens junto com anteriores e sucessores deste tempo e vão desfrutar um novo mundo onde não são aceitos por ser considerados "primitivos" da evolução humana. Ocorrerá um "choque" interno entre as primeiras gerações e consequentemente com  essa última geração que se denomina Ômega.

 

 

         PERSONAGENS PRIMÁRIOS: Vanessa; Ulisses; Diogo.

 

         PERSONAGENS SECUNDÁRIOS: Alan; Mônica; Artur; Brigit; Victória (Vic); Afrânio (Grilo); Catarine; Caio; Éric.

 

CARACTERÍSTICAS DAS PERSONAGENS:

 

         VANESSA: Tem 21 anos. Ela cursa o segundo período de Jornalismo. Quando tinha nove anos perdeu sua mãe em um estranho acidente. Anos depois já na fase adulta, ela perde o pai. Nesse meio tempo, Vanessa conhece Éric que passa ser seu namorado.   

 

         ULISSES: É um Médico-Cientista famoso na área de Criogenia. Ele é o dono do CPCHA (Centro de Processo Criogênico Humano Alfa.). Ele é casado com Catarine sua assistente pessoal no laboratório. O casal tem um filho de cinco anos que sofre de uma rara doença mortal. Por amor ao filho eles se sujeitam a congelar seus corpos em câmaras para vê-lo vivendo bem e sadio em um futuro onde exista a cura para a doença que o afetou.

 

         DIOGO: Tem 23 anos. Ele é obrigado á alistar-se no exército juntamente com Afrânio, seu melhor amigo do colegial. Diogo é congelado acidentalmente ao cair em uma câmara de resfriamento do Centro Alfa, desativado e esquecido fazia vinte anos. Diogo procurava abrigo em meio à guerra, quando avistou uma porta enferrujada camuflada entre as folhagens.

 

         ALAN: É o pai de Vanessa. Ele desconfia da paternidade e acha que o verdadeiro pai de Vanessa é Artur, seu desafeto no tempo da Faculdade. Quando Alan morre, devido á problemas muito sérios no coração Vanessa, é alertada pelos médicos para que faça exames, porque a doença que afetou o pai poderia ser hereditária.

 

         MÔNICA: É a mãe de Vanessa. No tempo da Faculdade, saiu algumas vezes com Artur. Desafeto do namorado Alan, o que causou mais tarde a desconfiança da paternidade. Anos depois Mônica é dada como morta em um estranho acidente. Pai e filha enterram um caixão vazio.

 

         ARTUR: É um famoso escritor desempregado já em decadência. Ele é casado com Brigt com quem tem uma filha chamada Victória (Vic). Ele acolhe Vanessa em sua casa após a morte de Alan.

 

         BRIGIT: Ela é uma Médica de nome. Ficou conhecida por criar uma vacina contra uma virose altamente contagiosa que atingiu todo Estado. É casada com Artur e não tem um relacionamento muito bom com sua filha Vic por conta do trabalho que toma grande parte do seu tempo.

 

         VICTÓRIA (VIC): Tem 23 anos. Cursou dois anos de Medicina largando o curso por vontade própria no intuito de chamar a atenção da mãe. Vic é muito revoltada e é bastante ciumenta quando o assunto é relacionado à figura da “Grande” Médica Brigit. A melhor amiga de Vic é Vanessa.

 

         AFRÂNIO (GRILO): É o melhor amigo de Diogo. Ele não é muito inteligente e odeia ser chamado pelo seu nome. É conhecido como “Grilo”. Ele é obrigado á se alistar na guerra, onde acaba morrendo.

 

         CATARINE: Esposa e assistente pessoal de Ulisses com quem teve um filho chamado Caio.

 

         CAIO: Filho de Ulisses e Catarine. Ele pegou uma estranha virose mortal, motivo pelo qual seus pais se sacrificaram congelando toda a família.

 

         ÉRIC: Um jovem médico recém-formado. Ele é namorado de Vanessa. Namorou Vic secretamente por um tempo.

 

 

 

Escrito por: Fernando Araújo Neves

 

Roteiro Original

(Piloto)

 

Geração Ômega

 

 

Escrito por: Fernando Araújo Neves

 

A linha do tempo de acontecimentos não segue uma ordem cronológica

 

Roteiro Original

 

Geração Ômega

(Piloto)

 

         Cena 1:  

            2013

 

Alan: - Bom dia.

Mônica: - Bom dia. Café?

Alan: - Sim, por favor. E a Vanessa?

Mônica: - Ainda lá em cima se arrumando. (Mônica grita.) - Vanessa! Se apresse filha ou vamos nos atrasar.

Vanessa: - Ok Mamãe! Só um minuto já estou descendo.

Alan: - Precisamos conversar.

Mônica: - Conversar? Agora você quer conversar? (Sussurra.)

Alan: - Sim. Quero conversar agora. Olha...

Mônica: - Alan. Já falamos sobre isso... (Grita.) - Vanessa! Vamos filha!

Alan: - O que faremos com a Vanessa? (Sussurra.)

Mônica: - Como assim o que faremos?

Alan: - Não se faça de desentendida. Você sabe muito bem que...

Mônica: - Por favor, Alan agora não ok! (Mônica se irrita.)

Alan: - Ela precisa saber...

Mônica: - Você some por quase um ano e ainda vem com essa de...

Alan: - Ah! Agora você vem me culpar por querer uma resposta...

Mônica: - Você não confiou em mim Alan! Tratou-me feito puta...  E acreditou na conversa daquele bêbado do Artur.

Alan: - Vai negar que saiu com ele aquela vez?

Mônica: - Não, não nego. Mas foi uma única vez e pelo que me lembro, eu e você estávamos separados.

Alan: - E nove meses depois veio a Vanessa não é?

Mônica: - Achei que tinha ficado claro que ela é sua filha.

Alan: - Vanessa sempre será minha filha não importa o que aconteça.

Mônica: - Ela é sua filha!

Alan: - Mônica, você e eu sabemos as conseqüências que isso pode causar na vida da nossa filha... (Alan olha nos olhos de Mônica com muita seriedade.) - E você sabe do que estou falando. Ela precisa saber, nós precisamos saber...

Mônica: - E se ela... (Mônica chora desesperadamente.)

Vanessa: - Mamãe, Papai? Porque a mamãe está chorando? (Mônica enxuga as lágrimas rapidamente.)

Alan: - Não é nada filhinha... A mamãe só foi um pouco descuidada ao abrir o forno.  Há quanto tempo está aí querida?...

Vanessa: - Deixa eu dar um beijinho mamãe. Vai sarar o dodói...

 

         Cena 2:

            2028:

 

Vic: - Você está falando sério?... (Vic sorri.) - Não acredito que ele tenha feito isso... Jura?... (Vic cai na gargalhada.) - Espera só um segundo acho que a campainha está tocando. (Vic grita.) - Pai! O senhor pode atender a porta?! Pai!

Artur: - Essa menina precisa de uns corretivos. (Artur murmura e atende a porta.)

Vanessa: - Boa noite senhor Artur a Vic está?

Artur: - Oi Vanessa! Está sim. Ela está no quarto. Vamos entre.

Vanessa: - Obrigada.

Artur: - A Victória não disse que você vinha.

Vanessa: - Nós vamos ao cinema... Tudo bem para o senhor?

Artur: - Ah... S-Sim claro... E então que filme vocês vão assistir?

Vanessa: - É um que acabou de sair em cartaz, daquela atriz muito famosa... Maria... Maria... Antunes Gali!

Artur: - Sei. “Do lado escuro da Lua”.

Vanessa: - Esse mesmo!

Artur: - Esse filme foi muito bem recebido pelas críticas, quebrou recorde nas bilheterias. Eu ainda não o vi, mas cá pra nós, com uma atriz de nível como a Gali não tem filme que saia ruim.

Vanessa: - Concordo... E como vai a senhora Brigit?

Artur: - Ainda viajando por conta do surto da virose que atingiu o Estado.

Vanessa: - ah! Sim. Vi algo á respeito na TV outro dia. Legal da parte dela se voluntariar pra combater essa epidemia. Ótima médica, uma heroína sem dúvida...

Artur: - A Victória sofre com isso. Ela não fala nada á respeito, mas dá pra notar que ela sente falta da mãe. Sabe como é, ás vezes, ela fica dias trancada naquele quarto... Ouvindo essa música alta o dia inteiro. Ela nunca se acostumou em dividir a mãe com os pacientes dela.  É extremamente ciumenta com relação a isso. Brigite não é muito presente é verdade, mas esse é o trabalho dela, ela está trabalhando bastante fazendo de tudo para amenizar a situação. E isso é maravilhoso, mas a Victória precisa muito da mãe é complicado...

Vanessa: - Entendo... E essa virose é assim tão fatal como estão dizendo?

Artur: - São boatos. O vírus em si não mata, mas pode trazer complicações. Varia muito de pessoa para pessoa e pode agravar se ele não for isolado inicialmente aí sim você deve se preocupar.

Vanessa: - Caramba!

Artur: - A quarentena já se estabilizou e eu não acho que a epidemia “coloque os pés” neste campo. A tendência é de diminuir criando uma resistência á praga.

Vanessa: - Tomara que sim. A senhora Brigite trará boas notícias em breve.

Artur: - Creio que sim. Pela graça de nosso bom deus... Mas com certeza você não veio bater papo com um velho não é? (Artur brinca.)

Vanessa: - Com licença. (Vanessa sobe as escadas e vai até o quarto de Victória. Ela bate na porta...)

 

         Cena 3:

Vic: - Pode entrar. Preciso desligar até lá. Beijos... (Vic desliga o celular.) Amiga! Você demorou achei que ia “furar com o nosso lance”.

Vanessa: - Oi Vic. (Vanessa joga a bolsa na cama.) - Não acho legal enganar seu pai assim.

Vic: - Relaxa. Trouxe as bebidas e os cigarros?

Vanessa: - Está aí.

Vic: - Boa garota! Amo você amiga! (Vic faz um sinal de coração com as mãos. Vanessa corresponde fazendo o mesmo gesto...) - E então pronta pra festa!?... O que foi não vai “amarelar” agora...

Vanessa: - Não, não é isso.

Vic: - O que é então?

Vanessa: - Deixa pra lá. Vamos.

Vic: - Ah... Agora eu quero saber.

Vanessa: - Amanhã faz nove anos do acidente.

Vic: - Que chato... Nossa... Nove anos! O tempo passa rápido... Éramos duas “pirralhas” na época. Eu tinha o que? Quatorze anos e você doze... Lembra do quanto eu “pegava no seu pé” e dizia que você era criança de mais porque não tinha altura nem idade para brincar naquele brinquedo do parque que estava na cidade? Eu me achando “A adulta” e nem tinha se quer experimentado o meu primeiro beijo. No entanto naquela noite você beijou o Denis... Eu fiquei com muita raiva de você porque ele era minha paquera. Ficamos dias sem nos falarmos e...

Vanessa: - Duas semanas depois minha mãe morreu naquele acidente.   

Vic: - Desculpa. Acabei me empolgando e nem percebi que...

Vanessa: - “de boa” Vic já se passaram nove anos.

Vic: - É, mas eu não deveria...

Vanessa: - Relaxa. eu já disse que está tudo bem... Só acho que meu pai deveria parar de mandar rezar uma missa todo santo ano. Sei lá, acho que não é muito saudável levar flores para um túmulo vazio. (Vanessa desabafa.)

Vic: - É... Realmente... (Vic sobe o ânimo.) - Mas, vamos deixar isso pra amanhã porque, hoje tem “um senhor gatinho doido para encontrar uma certa gatinha” em certa festa não é?

Vanessa: - Sua maluca. Porque somos amigas mesmo? (Vanessa ri.)

Vic: - Deve ser porque eu sou incrível e irresistível! (Vic brinca.) - Vamos?

Vanessa: - Vamos. Desliga esse som. (Vanessa pega a bolsa na cama.)

Vic: - Sua chata. (As duas descem as escadas. Vic grita.) Pai estamos saindo pro cinema!

Artur: - Ok filha! Não querem comer antes de saírem!?

Vic: - Não pai nós vamos comer lá mesmo!

Vanessa: - Obrigada senhor Artur!

Artur: - Vanessa fica de olho na Victória ok!

Vic: Pai eu sei me cuidar!

Vanessa: - Pode deixar senhor Artur!

Artur: - Vão com Deus!

Vanessa: - Vamos “filhinha”? (Brinca.)

Vic: - Não tem graça.

Vanessa: - Ah! Tem sim! (Vanessa ri. As duas vão para a festa...)

 

            Cena 4:

            2012:

 

Alan: - Liguei para você ontem o dia todo porque não me atendeu?

Mônica: - Achei que tinha deixado claro para você não me procurar mais.

Alan: - A febre voltou?

Mônica: - porque quer saber?

Alan: - Eu me preocupo com você.

Mônica: - Deveria se preocupar com sua filha.

Alan: - E ela é minha filha mesmo?

Mônica: - Claro que é Alan! (Mônica se irrita.) - Pelo amor de deus você cria essa menina durante cinco anos e ainda tem dúvidas que ela seja sua!? Seu estúpido!

Alan: - Talvez eu seja um estúpido mesmo! O maior estúpido e otário dessa terra!

Mônica: - Boa noite Alan!

Alan: - Espé...

Mônica: - Boa noite Alan! (Mônica fecha a porta.)

Alan: - Ok! O estúpido aqui vai embora! Espero que você e aquele escritor de merda do Artur sejam felizes! (Alan grita enfurecido e sai...).

 

            Cena 5:

            2048

 

 Diogo: - Que porcaria não se sabe mais o que é verdade e mentira. Sensacionalismo barato.

 TV: - E a onda de protestos continua. O Governador já decretou estado de calamidade pública. O que causou essa onda segundo o próprio governador pode ter sido um grupo estrategista com a intenção de desestabilizar o governo. Em nota Lúcio Zitra declarou: “Se esses arruaceiros continuarem; vou ser obrigado a tomar medidas extremas o Estado não vai tolerar rebeldes contrário às leis que estão sendo propostas”. Fecha aspas.

  As declarações do Governador foram criticadas pelo seu vice Acácio Alves. Que apoia o movimento. Acácio é um religioso conservador e diz Abre aspas: “O Governador Lúcio não está com suas faculdades mentais ordenadas, é realmente um absurdo o que ele quer programar; isso é uma afronta á família e sua moral”. Fecha aspas.

Em pleno acordo com as palavras do vice, a oposição toma á frente da revolta popular...

 

Diogo: - Quanta besteira... (Desliga a TV. O telefone toca).

Grilo: - Bom dia “florzinha”! E aê me conta como foi sua grande noite. Meus parabéns cara que gata em! Olha vou dizer uma coisa pra você, você ganhou meu respeito. Que coisinha mais linda, gostosa de alto nível...

Diogo: - Do que você tá falando Afrânio?

Grilo: - Cara... Já falei pra não me chamar assim. Nome de velho aposentado caquético.

Diogo: - Mas esse é seu nome.

Grilo: - Mas ninguém precisa saber pô!

Diogo: - Grilo, estamos falando no telefone... Ninguém vai ouvir esse seu segredinho...

Grilo: - Como assim cara? E essa Gostosa aí deitada do seu lado? (Sussurra).

Diogo: - Cara do que você tá falando? Só tem eu nesse apartamento. E porque você tá sussurrando? Nossa que dor de cabeça...  

Grilo: - Não se lembra do que aconteceu ontem à noite?

Diogo: - Grilo, não me lembro de como cheguei aqui em casa. Filha da puta... (Diogo olha a carteira e vê que não tinha um centavo).

Grilo: - Ei calma porque tá me xingando assim? Fui eu que chamei um taxi pra você porque você não tinha condição nenhuma para dirigir.

Diogo: - Não, não é isso. Essa mulher levou todo o meu dinheiro.

Grilo: - Que vacilo em cara.

Diogo: - Vacilo? Afrânio porque me deixou ir pra casa desse jeito? E com uma desconhecida...

Grilo: - Espera aí! Você disse que não queria ser incomodado. E pelo que eu vi você parecia conhecer a garota muito bem. Pareciam velhos amigos de infância. Ela até se ofereceu para pagar o taxi.

Diogo: - Eu estava bêbado Afrânio! (Diogo se exalta).

Grilo: - Você deveria me agradecer ela era muito gostosa.

Diogo: - Agradecer? Ela me roubou!

Grilo: - Vai ver que ela era puta. Putas trabalham sabia? Ela tem que receber por serviços e prazeres prestados.

Diogo: - Prazeres e serviços prestados? Que diabos faria uma puta oferecer pagar um táxi para um bêbado quase inconsciente?

Grilo: - Foi mau cara. A mulher era muito gostosa o que eu podia fazer? Se você analisar bem a situação eu te fiz um favor. Você tá me devendo cara.

Diogo: - É inacreditável...

 

         Cena: 6:

         2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

           

 

        

 

 

 

 



#2 Lúcio Júnio Benfica

Lúcio Júnio Benfica

    Novato

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Posted 16 February 2014 - 10:32 PM

Cara eu até interesso. Não sei desenhar nada, mas escrevo há bastante tempo e até tenho livros publicados.

Se eu puder ajudar estou a disposição.



#3 nandonves

nandonves

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Posted 23 February 2014 - 04:45 PM

Cara eu até interesso. Não sei desenhar nada, mas escrevo há bastante tempo e até tenho livros publicados.

Se eu puder ajudar estou a disposição.

Passa seu e-mail. Me diz o que acha da história, se ela é exagerada ou coisa do tipo... Boas ideias são sempre bem-vindas.  







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