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Os Bandeirantes, Série Da Supernova Produções

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#1 emiliobaracal

emiliobaracal

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Posted 23 March 2014 - 10:25 PM

Olá pessoal, tudo bem? 

 

Sei que é grande, mas vale à pena a leitura. Encarem como aquelas entrevistas da Veja ou da Playboy, que são bem longas, normalmente. 

 

(piadas sobre quem lê as entrevistas na Playboy em 3, 2, 1...)

 

Inicio aqui uma série de posts sobre a SNP (para encurtar), que não posto numa postagem só para não ficar grande demais e, portanto, cansativo demais. Já fiz uma postagem sobre a SNP em geral, que é esta aqui: http://centraldequad...nova-producoes/ e uma para cada projeto da SNP. Agora falo de Os Bandeirantes. 

 

 

:: Indo para outra série, e Os Bandeirantes, como são? Sobre o que fala?

Muito da minha pesquisa me revelou que temos sim um cenário possível para histórias de ação, aventura, ficção e afins. Temos apenas que pegar certas características de nossa história e sobre como somos como sociedade e brincar com as possibilidades em cima delas.

 

Fiquei pensando sobre como seria possível e crível ter pessoas com poderes surgindo e agindo em um país que não é muito conhecido por uma forte tecnologia, a própria população não bota fé em projetos brasileiros, em como temos condições sociais e econômicas complicadas. Armas laser? Teleportadores? Essas e outras coisas sempre pareceram muito distantes das pessoas, mesmo com a suspenção da descrença tornando as possíveis. O brasileiro não consegue ter suspenção da descrença suficiente para crer que esse tipo de coisa possa ocorrer aqui, o que mostra que é o principal problema disso é uma combinação de dois fatores. O primeiro são os leitores, que insistem em não suspender a descrença e entrar na brincadeira. Engraçado, porque de pessoas que foram para os EUA - eu nunca fui - não ouvi ninguém dizer que viu alguém voar pelas céus de Nova York ou pular de prédio em prédio em uma corda. O segundo item é, por alguma razão, uma incapacidade dos criadores brasileiros trabalharem com as características das histórias de ação, aventura e ficção de modo a adaptá-las para nosso país.

 

 

Parece haver uma preguiça, uma falta de fé ou alguma outra coisa entre os criadores.

 

Então percebi que uma das saídas é justamente aquela coisa que já falei, a de usar acontecimentos reais para dar base para os acontecimentos fictícios do Universo SNP. A primeira coisa então que veio à minha cabeça é algo obscuro, que não está esclarecido, que ninguém sabe se é verdade ou não, mas que já está enraizado culturalmente em nossa sociedade: o Caso Varginha. No Universo SNP, aconteceu. Sim, temos alienígenas capturados.

 

Após a captura de alienígenas em Varginha/MG em 1996, o governo brasileiro obrigou as criaturas a cooperarem com os cientistas brasileiros. Desviando verbas públicas para os experimentos, o governo criou medidas para que o país possa se proteger de espionagem e futuras invasões por seus recursos naturais, como o petróleo. Note duas coisas aqui: desvio de verbas e proteção às fontes de energia do país. No primeiro item, usei o fato de sermos um dos países mais corruptos do mundo. Então, em Os Bandeirantes, há políticos que estão desviando dos cofres públicos para financiar a empreitada, usando "laranjas" caso algo dê errado e um desvio seja descoberto. Então, no Universo SNP, existe uma pequena parte de políticos que está desviando dinheiro para causas, digamos assim, nobres. O segundo item é que somos já comprovadamente o país com a maior reserva de energia do mundo e também o país com as mais variadas formas de energia do mundo. Temos todas elas, do petróleo à energia eólica. E em abundância. Temos sim o perigo de, nas próximas décadas - ou seja, posso nem estar mais vivo - invadidos pelos EUA ou outro país. Eles mesmos confirma isso em documentos da CIA vazados. Existe até um livro onde há esse tipo de conteúdo. Editado pelo jornalista Heródoto Barbeiro, chama-se "O Relatório da CIA - Como será o mundo em 2020", onde um relatória da agência de espionagem americana aponta quatro possíveis cenários mundiais para o ano citado e em todos eles há grandes chances do Brasil ser uma das grandes potências. Economicamente já somos. Não acredito mais que seja para já em 2020, mas ainda caminhamos para isso. E lá citam as fontes de energia brasileiras e mostram grande interesse nelas, já prevendo quais tipos de ações seriam possíveis quando o petróleo no Oriente Médio já não for mais tão abundante.

 

É com base nisso que o governo procura então criar suas medidas de segurança. O governo brasileiro teme uma invasão e teme que seu desenvolvimento como país seja atrapalhado. Então precisa guardar seus recursos.  Entre essas medidas está uma equipe de ação secreta chamada "Os Bandeirantes", onde sempre precisam agir na surdina para evitar o pior. Por serem "pessoas de destruição em massa", Os Bandeirantes precisam permanecer no anonimato, utilizando uma "realidade camuflada", como o sucateamento de nossas Forças Armadas. Se o mundo souber que o país possui esse recurso, com certeza as coisas ficarão muito complicadas, porque é como o caso da bomba atômica ou das armas químicas: a partir do momento que sabem que você as desenvolveu, outros países vão cair matando em você para que você as desative. Haverá sanções econômicas, impedimentos comerciais, todo tipo de pressão. E o Brasil não quer isso. Por isso, os Bandeirantes precisam ser secretos. Se o mundo souber que o Brasil desenvolveu seres superpoderosos com ajuda de alienígenas, o cenário todo para o país poderia significar um caos sem precedentes.

 

Essencialmente, Os Bandeirantes trata de medo vs. confiança.

 

:: E quais são os personagens integrantes de Os Bandeirantes?

O primeiro é o Capeta. O primeiro experimento entre os alienígenas e os cientistas brasileiros foi a criação de um ser vivo com DNA misturado dos próprios alienígenas de Varginha com o DNA humano. Alguns anos e fracassos depois, o primeiro e até o momento único sucesso com essa ideia:  Adão. Esse foi o nome escolhido - ironicamente, afinal, tem a aparência que lembra a de um demônio e também é uma referência obviamente bíblica ao início da raça humana - para batizar a criatura que ganharia o apelido - que depois torna-se codinome - de "Capeta". Criado em laboratório há 6 anos, Adão é uma criança. Talvez a mais poderosa da Terra, mas uma criança. Ele tem porte de um adulto, mas pelo tempo de vida, é uma criança e seu desenvolvimento psicológico e emocional é o de uma. Quer conhecer outras crianças, brincar e fazer tudo mais que uma criança quer. Devido à sua aparência assustadora, fica trancado na base subterrânea do projeto, em Campinas/SP. Esse isolamento deixa-o cada vez mais ressentido por não ter a vida como a de qualquer criança, Capeta está ficando cada vez mais incontrolável.

 

Tudo que ele quer fazer é conhecer seus pais – que na verdade não tem – e conhecer o resto do mundo, aonde as outras pessoas a seu redor vão que ele nunca sabe. Adão não entende porque as outras pessoas são tão diferentes dele. Ele desconfia de algo errado, estranho e está o tempo todo tentando saber o que está acontecendo.

 

Ele é absurdamente forte e resistente. Consegue também absorver energia cinética – impacto – exercida contra ele, de forma a ficar ainda mais forte. Tem três corações: um bombeia, o outro absorve a energia e o converte em força muscular e o terceiro é seu reserva em casos de excesso de energia, aliviando os outros dois. Fisicamente impossível de ser detido, é vulnerável a poderes mentais, emocionais e magia.

 

Através dele, quero falar metaforicamente sobre educação, como criamos nossas crianças de forma errada e como, ao se tornar adultas, perpetuamos manias, vícios e hábitos nocivos a nível pessoal e individual.

 

 

O segundo é Executor. Seu pai era engenheiro nuclear e durante pesquisas com radiação, foi contaminado no famoso caso do Césio 137. Sem saber que estava contaminado, teve relações com sua esposa e faleceu pouco depois, de câncer derivado do elemento nocivo. Dessa relação veio Daniel, que nasceu com uma estrutura genética ligeiramente diferente, vindo daí algumas habilidades diferentes.

 

Sua natureza hiperativa faz com que ele se sinta moralmente obrigado a ajudar os outros já que ele tem capacidades e recursos para tanto. Sente-se um inútil caso perceba que desperdiçou seu tempo, sendo que tem capacidade para deixar um legado incrível.

 

Por que apenas os estrangeiros são os melhores? Daniel tem a visão de que brasileiro tem inúmeras qualidades que podem nos colocar em patamar de igualdade com pessoas de outras nações e é através de seu trabalho nos Bandeirantes que ele contribuirá para fazer do Brasil um lugar cada vez mais digno ao mesmo tempo que quer reconhecimento pessoal. Costuma arranjar problemas burocráticos por achar que os objetivos estão acima de qualquer hierarquia, desde que eticamente e moralmente válidos.

 

Seu temperamento caótico é completamente contrário à sua organizada e elevada inteligência, sendo uma dicotomia ambulante. É adepto do “destruir para reconstruir melhor”, modificando tudo e a todos à sua volta. Às vezes é visto como estranho ou é incompreendido por sempre estar meia dúzia de passos à frente de todos.

 

 

A estrutura genética diferenciada fez com que Daniel nascesse com um número excessivo de neurônios. Isso lhe garantiu uma inteligência elevadíssima devido a capacidade de informação que consegue processar. Também responsáveis pelo estímulo nervoso de nossos sentidos, os neurônios fizeram com que Daniel tenha sentidos apurados. Como os reflexos também são frutos de iguais estímulos captados e trazidos de volta pelos neurônios em conjunto, Daniel os possui em um grau além do humano. Por último, ele consegue estabelecer uma forma muito primitiva e limitada de telepatia que permite a ele “escanear” o corpo das outras pessoas, detectando pontos fracos, como pulmões debilitados, velhas fraturas e outros problemas biológicos que dão a ele a capacidade de fazer a diferença em um combate corpo-a-corpo.

 

Com ele, quero mostrar também que seres superpoderosos podem vir de acidentes também como nas clássicas histórias e que nem tudo será fruto dos experimentos dos alienígenas com os brasileiros.

 

Com Executor, quero tratar de potencial. É sobre qual é o potencial adormecido dentro de cada um e como o utilizamos. Muitos utilizam sabiamente. Outros o utilizam de forma completamente enganosa, causando dano. Executor é sobre o que somos no momento e o que podemos alcançar.

 

Em terceiro, temos Stryke. Sérgio é um soldado das Tropas Especiais do Exército que foi outro voluntário para ser alterado pelos alienígenas. É leal a seus superiores e um comediante de marca maior, sendo muito gozador. Gosta do que faz e não tem problema nenhum em demonstrar isso.

 

Apesar de não parecer, ele é extremamente responsável. Isso tem a ver com fato de ele ser viciado em adrenalina. E isso é algo que piorou depois da modificação fisiológica ao qual se submeteu. Quanto maior o perigo, maior sua satisfação pessoal. Por isso é sempre o primeiro a entrar numa missão e o último a sair. O exército fez dele alguém útil. A experiência fez dele alguém orgulhoso de si mesmo. Vindo de um lar onde a violência doméstica era rotina, Sérgio cresceu achando que era tudo aquilo que seu pai dizia: um idiota inútil e imprestável. Devido a isso, queria provar o contrário, ajudar sua família e ainda fazer com que o mundo fosse menos violento. Hoje, através dos Bandeirantes, luta por essa igualdade. Ele é esperançoso e essa é sua maior virtude.

 

Brincalhão, extrovertido e pau pra toda obra. Seu comportamento esconde seu interior triste e depressivo, de modo que tenta se distanciar daquilo que foi, tornando-se cada vez mais um novo e melhor ser humano.

 

Se tornará o braço direito de Executor, sendo o mais confiável membro do grupo. Isso refletirá nele de forma a torná-lo um verdadeiro exemplo de heroísmo.

 

Seu cerebelo, área do cérebro responsável pelo equilíbrio e pelos movimentos voluntários foi alterada pelos alienígenas. Devido a isso, Sérgio tem um instinto natural de mira sobre-humano, seja usando armas de fogo ou arremessando objetos. Em conseqüência, precisa se colocar sempre em perigo, pois necessita de muita adrenalina como combustível de sua nova capacidade, quase como uma droga. Seu codinome foi tirado da famosa jogada de boliche, onde todos os pinos são derrubados após uma precisa mira.

 

Stryke é sobre como o exterior afeta o interior. Como os acontecimentos à nossa volta nos afeta individualmente e como reagimos a isso em um raio de ação mais individual, mais pessoal. É como lidamos com a pressão do mundo e da sociedade que criamos.

 

 

Na sequência, temos Karma. Beatriz foi presa, pegando uma pesada pena, acusada de assassinar o marido e a filha pequena. Ela alega inocência. Um amigo influente intercedeu por ela, dando a chance que ela precisa para descobrir o verdadeiro culpado, mas teria que passar por alterações genéticas que poderiam matá-la. Não foi o caso. Ela agora usa os recursos disponíveis em sua busca.

 

Ela é uma mãe e esposa destruída. O amor por sua família rivaliza com seu rancor e ódio pelo que fizeram com ela. Alguém tem que pagar e ela fará de tudo para achar o merecedor de tal ira. Beatriz não confia mais nas pessoas. O seu trauma tem todas as indicações de que o culpado é alguém que ela conhece. E seus poderes exacerbaram ainda mais essa condição.

 

 

Beatriz finge ser social. Ela finge entrar no jogo dos outros. Ela finge porque precisa de informações. Enquanto o exército for algo útil, ela fará o que pedem. No cerne da questão, ela se sente sozinha e desamparada. Para passar pela alteração genética, ela foi dada como morta. Não pode ter mais a vida que tinha antes, ser quem ela era. A partir disso ela está em processo de reconstrução de uma nova Beatriz.

 

Beatriz se tornou pós-cognitiva. Em outras palavras, ao tocar em objetos e pessoas, consegue ter visões de fortes impressões do passado acerca do objeto ou da pessoa em questão. Ela consegue saber também, através de ligação cognitiva se alguém está mentindo ou não.

 

Karma é sobre nossa tendência autodestrutiva. O que fazer quando caminhamos sem freios para nossa própria extinção?

 

Depois, temos Volt. Alex, como costuma ser chamado, é o melhor amigo de Sérgio (Stryke). É outro membro das Tropas Especiais que foi voluntário. Enquanto Sérgio é brincalhão, Alex é mais centrado, embora tenha sua cota de piadas devido à influência do amigo. Às vezes precisa se conter para não ficar nervoso.

 

Uma das coisas que Alex mais deseja é manter o grupo unido. É a única família que tem depois que seus parentes morreram num desabamento de morro provocado por forte chuva e enchente. Sempre se sentiu perdido, não tendo ninguém com quem contar em momentos de necessidade. O exército foi seu abrigo e os Bandeirantes são a família que nunca teve. Ele quer construir uma a todo custo. Patriótico devido a tudo que o exército fez por ele, lutará com todas as forças pelas missões que forem designadas. Não aguenta ver injustiças e coisas que julgue erradas, o que faz com que fique dividido entre algumas das ações do alto escalão.

 

Alex é reservado e taciturno. Ele sabe que qualquer descontrole pode matar alguém.

 

Ele se tornará um dos mais poderosos membros do grupo e conforme isso acontece, ficará cada vez mais contido e reservado. Isso baterá de frente com sua vontade de construir uma família de verdade.

 

Volt desfere e manipula energia elétrica. Alterações feitas pelos alienígenas em seu coração e sistema nervoso deram a ele essa capacidade. Como efeito colateral, Alex também não tem nenhum cabelo no corpo, parecendo levemente uma estátua de mármore.

 

Volt é sobre o nosso embate diário de dever vs. família. Sobrevivência vs. berço. O quanto temos que sacrificar de nossa família a fim de sobreviver em um mundo cada vez mais selvagem.

 

Principalmente quem tem filhos sabe como é.

 

Depois, temos Engrenagem. César era um deficiente físico que vivia pedindo esmola dentro de ônibus e nos semáforos. Sem pernas, com apenas um braço, entre outras deficiências, aceitou se submeter a testes do governo em troca da oportunidade de ser alguém de valor novamente. Após o sucesso do experimento, foi treinado para ser um soldado e hoje é praticamente uma máquina de matar. E assim ele recebeu seu codinome ao passar pelas mãos dos alienígenas e cientistas brasileiros.

 

Ele fez um acordo típico de gato por lebre. A alteração de algumas funções biológicas o tornou menos humano não apenas fisicamente, mas também mentalmente. Hoje ele luta para ser mais humano.

 

Ele conheceu o pior da vida através de uma existência miserável. Hoje ganha bem, faz algo de bom e produtivo. Mas ele não está feliz. É obrigado a ficar longe da família, que pensa que está morto, ajudando-a a distância. Seu novo funcionamento corporal não processa o álcool, então nem se embriagar pode. Esses, entre outros detalhes não o permitem ser humano. Até onde ele aguentará com esse “pacto com o demônio”, ele não sabe, mas está disposto a lutar até a suas últimas forças. Ele sabe da dívida que tem com o governo por dar um propósito a ele, mas sua busca pessoal entra em conflito com seu dever profissional.

 

É anti-social e mau-humorado. A falta de certas funções corporais – como não comer mais por não sentir o gosto dos alimentos, ingerindo apenas ração humana pré-fabricada – afeta sua personalidade, o que faz com que seja pouco amigável com as outras pessoas. A pressão aumenta ainda mais devido a ser o líder do grupo.

 

Será que ele sucumbirá tornando-se um monstro insensível ou seu lado mais humano prevalecerá, com o seu verdadeiro eu dominando a si mesmo?

 

Engrenagem é sobre a fé demasiada na tecnologia. Ela pode ser uma grande ferramenta, mas ao mesmo tempo pode ser nossa grande condenação. É sobre como temos que usá-la com sabedoria. Estamos dando um grande salto tecnológico a cada dois anos, mas nossa evolução interior não está indo no mesmo ritmo.

 

Por último, temos Tentação. Outrora viciada em narcóticos, Tatiana hoje luta contra as drogas através das condições que o exército lhe deu. Enquanto anteriormente vivia uma sub-vida enquanto drogada, hoje tem dignidade com todo o orgulho. Estudou Psicologia como forma de entender melhor a si mesmo e ajudar os outros.

 

Chegou ao fundo do poço mais profundo que alguém poderia chegar ao se drogar e fez coisas inimagináveis para manter o vício, chegando, por à prostituição. Ela não quer voltar a ter esse tipo de vida e sente-se solidária a quem tem os mesmos tipos de problema. É muito voltada ao combate ao tráfico. Segundas chances. É nisso que ela acredita e é isso que tenta despertar nas pessoas.

 

 

Tatiana é hoje uma pessoa alegre e extrovertida. Não condiz com ela se fechar numa concha e excluir-se socialmente agora que ela combateu seus demônios internos e venceu. Ela terá sua convicção testada a todo momento. Ela irá regredir ou consolidar sua vitória pessoal?

 

Ela foi cobaia de um experimento de combate ao vício desenvolvido pelos alienígenas e cientistas brasileiros. Como efeito colateral, adquiriu a capacidade de exalar feromônios que controlam as emoções alheias. Ela pode despertar paixão, ira, tristeza, entre quaisquer outros sentimentos.

 

 

Tentação é sobre sobrepujar nossos vícios, manias, comportamentos danosos que insistimos em ter em troca de um aparente benefício ou prazer. É sobre como temos um inconsciente contrato firmado em comprar coisas que não precisamos ou fazer coisas que não precisamos em troca de um status ou bem estar ilusório.

 

Essa é a equipe inicial.

 

:: E como eles agirão secretamente?

Essa é uma das graças de escrevê-los! Realmente, como manter um bando de gente com poderes e capacidades dessas longe dos holofotes em um mundo onde temos tantas câmeras quanto temos pessoas? Cada pessoa é uma câmera em potencial, já que praticamente todos temos celulares.

 

Será que vão conseguir manter-se por tanto tempo nas sombras? Se não conseguirem, o que acontecerá? Como terão que agir? Que reações haverão? É a minha versão coletiva e elevada à décima potência do recurso da identidade secreta. Antes, as coisas restringiam-se às famílias dos heróis. Com os Bandeirantes, as consequências são globais e afetam sociedades inteiras e o rumo da geopolítica.

 

Será um desafio tanto para eles quanto para mim.

 

:: Já temos duas séries que tem ligações com alienígenas, Cosmos e Os Bandeirantes. Haverá crossovers? Como funcionará isso?

Sim, haverão crossovers. Mas não queremos fazer caça-níqueis. Crossovers em demasia só atrapalham. Hoje, todos os personagens estão aparecendo em todas as revistas. Pra que comprar Mulher-Maravilha se ela aparece também na revista da Liga da Justiça, Novos Titãs, em mais duas ou três revistas e ainda na megasaga do momento? Qual foi a última vez em que algum personagem teve uma fase em que as histórias giravam apenas em torno dele e de seus respectivos coadjuvantes, adicionando camadas a eles? Desenvolvendo-os? Tornando-os melhores?

 

Com crossovers sendo raros, os fãs esperarão ansiosamente quando eles se cruzarem. Se isso ocorrer, que ocorra por necessidade criativa e não como muleta para qualquer outra coisa.Se um personagem menor fica popular, não dê a ele uma revista mensal. Faça justamente o contrário. Faça-o aparecer esporadicamente. Os leitores pedirão mais, comprarão mais quando ele aparecer. Agora, se todos adquiriram uma "síndrome de Wolverine", como quer que os leitores peçam mais? Um crossover deveria ser um "nossa, eu quero muito ver esses dois juntos" vindo dos leitores.

Agora imaginem as megasagas onde são elas junto com crossovers. É de doer. Quer fazer uma megasaga? Faça com uma linha de personagens. Não faça com o elenco inteiro da editora. Espere um evento realmente épico para fazer uma megasaga+crossover.

 

Então sim, ao dividir o mesmo universo os personagens da SNP vão se cruzar em algum momento, mas não será a todo momento. Queremos consolidar cada personagem em sua série particular primeiro. Desenvolver seu mundo. Veremos "respingos" dos acontecimentos de um no outro, mas não crossovers a princípio.

 

Cosmos e Os Bandeirantes tem sim mais chance de interagir por razões óbvias. Mas Os Bandeirantes também tem chances de interagir com Anarquia, por exemplo. Na verdade, tenho anotações de como todos poderão interagir entre todos, mas só quero usar, frisando novamente, quando necessário do ponto de vista criativo e mesmo assim, após algum tempo.

 

:: E pode falar alguma coisa do primeiro arco de Os Bandeirantes?

Sem soltar spoilers, membros de uma organização terrorista árabe que usam o Brasil como local intermediário para chegar aos EUA usarão um projeto tecnológico brasileiro como Cavalo de Tróia para um recurso monstruoso que eles possuem, a fim de realizar um atentado aos EUA, usando o Brasil como bode expiatório. Claro que Os Bandeirantes farão de tudo para evitar incidentes diplomáticos e até uma possível guerra. 

 

 

Tudo na surdina, claro.

 

:: Quem faz Os Bandeirantes?

Eu escrevo os roteiros. Os desenhos são do novo talento Hélio Oliveira, aluno da Quanta Academia de Artes. Na arte-final, Carlos Eduardo Ferreira, que já fez diversos trabalhos para a Marvel. Nas cores temos outro novo talento,  Geanes Holanda. E nas letras, com Deyvison Manes. 

 

Se quer ver mais sobre os trabalhos da SNP, eis nossa página no Facebook:

https://www.facebook.com/supernovahq

 

No momento estamos com uma vaquinha que pode ser vista aqui:

http://centraldequad...con-experience/

 

 







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