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Arkanus, Série Da Supernova Produções

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#1 emiliobaracal

emiliobaracal

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Posted 23 March 2014 - 10:41 PM

Olá pessoal, tudo bem? 

 

Sei que é grande, mas vale à pena a leitura. Encarem como aquelas entrevistas da Veja ou da Playboy, que são bem longas, normalmente. 

 

(piadas sobre quem lê as entrevistas na Playboy em 3, 2, 1...)

 

Inicio aqui uma série de posts sobre a SNP (para encurtar), que não posto numa postagem só para não ficar grande demais e, portanto, cansativo demais. Já fiz uma postagem sobre a SNP em geral, que é esta aqui: http://centraldequad...nova-producoes/ e uma para cada projeto da SNP. Agora falo de Arkanus. 

 

 

 

:: E Arkanus? Pelo nome, tem a ver com magia, algo fantasioso. É bem diferente dos outros três. 

É e não é ao mesmo tempo.

 

Histórias são uma metáfora para a vida e tem como matéria-prima o conflito. Tudo estaria ligado a essas duas características. Como poderia montar um universo de maneira que permitisse contar todos os tipos de história usando essas duas características das técnicas de roteiro e escrita? Quais ameaças seriam enfrentadas? Que tipos de conflitos e problemas? Sobre quais assuntos gostaria de abordar, questionar, filosofar?

 

Enquanto fazia minha pesquisa anos atrás, ao pensar sobre quais características um novo universo de heróis bacana deveria ter, em primeiro lugar foquei nos tipos de títulos que existem para esse gênero. A partir da escolha, comecei a estruturá-los de forma que ficassem diferentes daquilo que conhecemos na intenção de trazer um frescor para eles.

Ao escolher quais tipo de títulos deveria formar o Universo SNP, pensei nos mais clássicos e básicos. O primeiro é o de vigilante urbano, permitindo contar histórias policiais, investigativas, de suspense e com personagens mais próximos das pessoas reais. Poderia lidar com os crimes mais tradicionais e policialescos. Esse tornou-se Anarquia.

 

Depois, vi que tinha que haver um herói fantasioso clássico, o que tornou-se o Cosmos. Com ele, temos a figura do herói clássico ligado à ficção-científica, ao desenvolvimento do progresso humano. Os tipos de histórias envolvendo acontecimentos fantásticos ligados à ciência, ao espaço e aos feitos lendários poderia ser contada.

 

Na sequência, escolhi o título de equipes. Todo universo tem uma. Eles caem na mesma categoria de histórias ligadas à ciência, normalmente. E já tinha o Cosmos. Então tinha que achar algo que justificasse a existência de uma equipe e os tipos de histórias que poderíamos contar com ela. Ou seja, não queria colocar uma equipe simplesmente porque queria juntar um bando de gente superpoderosa “porque é legal”. Queria razões, substância, conteúdo.

 

 

Tanto em Cosmos quantos em Os Bandeirantes teríamos os vilões fantasiosos clássicos, normalmente ligados à ciência.

 

“Falta magia”, pensei. E as ameaças mágicas e sobrenaturais? E o inexplicado? De novo, não queria criar um título apenas por criar. Conteúdo e substância é essencial. Não queria gastar energia em algo sem alma, vazio, supérfluo. E convenhamos, não é fácil fazer HQs.

 

Daí pensei que, se existisse magia, por que não a vemos hoje? Por que não sentimos sua influência? Por que estaria “adormecida”? Em Arkanus, o fio condutor lida com a seguinte ideia: se em um mundo cada vez mais tecnológico como o nosso está indo de mal a pior, como seria se a magia existisse? A tecnologia é amplamente usada para os mais criativos tipos de crimes. Como seria investigar um crime com características abstratas ao envolver magia? Se temos problemas intermináveis com a inexistência da magia, seria muito pior se ela existisse. No Universo SNP, a magia existe. Mas está contida. Ela é um segredo que poucos detem. E ela precisa continuar assim, caso contrário o homem cavará ainda mais rapidamente a própria cova. Arkanus é um cargo. Ele é um policial da magia, cujo dever é mantê-la longe do conhecimento público geral. É nessas horas que Arkanus entra, investigando casos mágicos, expulsando criaturas e afins.

 

Os questionamentos irão girar em torno de: Como usamos o conhecimento que temos? Até onde o ser humano pode ir sem que possa ser a causa de sua própria destruição? Quando um conhecimento avança demais e não temos capacidade para lidar com ele, quais são os resultados? Além disso, como lidamos com o inexplicável?  Por que e como surgem religiões e seitas?  Como elas afetam positivamente e negativamente os seres humanos como indivíduos e como sociedade?

 

Arkanus pode ser resumido como uma série de questionamentos sobre conhecimento vs. maturidade. E aí encontrei o conteúdo e substância para justificar a criação da série.

 

:: E quem ocupa o cargo atualmente?

Miguel Alala, um mineiro.

 

Ele é um cara que não deu muito certo na vida em nada. E durante sua busca por algo que desse significado à sua vida, acabou preenchendo o cargo de policial da magia depois que este ficou vago, o que é bem surpreendente, inesperado e misterioso pra ele.

 

Capaz de alterar a realidade com sua vontade, ele precisa aprender a utilizar seus novos poderes de forma sábia, ou acabará por se tornar aquilo que ele mais odeia.

 

Rancor. Todos têm esse sentimento, mas Miguel perdeu aquilo que ele mais amava em devido de uma guerra milenar entre as forças do bem e do mal nesta Terra. O seu sentimento é dirigido á aquilo que está fora do compreensível, principalmente ás forças malignas. Tudo aquilo que escapa de seu controle começa a despertar este sentimento, principalmente as atitudes malignas dos seres humanos.

 

Sua maior qualidade é a superação. Miguel é capaz de superar as maiores adversidades com sua vontade, simplesmente porque ele precisa descobrir o porquê ele teve que sofrer tanto. E não tenha dúvidas que este sentimento é alimentado pela vontade de vingança contra estas pessoas, mas também pelo amor à sua mãe e a todas as coisas. O amor é o maior atributo do Arkanus, ponto de vista este que Miguel irá descobrindo aos poucos, á medida que ele vai se tornando cada vez mais “poderoso”.

 

Miguel sabe que precisará assumir o Manto de Arkanus caso queira saber quem destruiu sua vida e seu papel nesta guerra. Ele seguirá seu próprio caminho, frustrando ambas as forças.

 

:: Com esse enredo e personagem, qual será o tom das histórias da série?

Como disse, é conhecimento vs. maturidade, então é sobre o fato de que nossos conhecimentos estão avançando em um ritmo que nosso desenvolvimento espiritual não acompanha. De forma, como sociedade e como indivíduos, cometemos os mais variados tipos de erros.

 

Estamos preparados para determinados tipos e níveis de conhecimento? Como precisamos nos desenvolver internamente para lidar com certos conhecimentos? É como uma TV: um programa na mão de alguém sábio torna-se uma ferramenta cultural e informativa. Na mão de alguém sem escrúpulos, torna-se uma arma, uma ferramenta de destruição. Então Arkanus lidará com o que fazemos com aquilo que sabemos.

 

Tudo aquilo que criamos e usamos transformamos em algo prejudicial a nós e ao planeta, de alguma maneira. E enquanto o nosso grau de consciência não acompanhar isso ou não formos mais calmos em relação ao que desenvolvemos e criamos, sempre correremos o risco da extinção.

 

Desde que o homem se conhece por espécie, religiões e mitologias o acompanharam. Precisávamos explicar aquilo que não entendíamos e até começar a desenvolver o conceito de ciência, demorou. Os mitos de hoje são as religiões do passado. Para ser sincero, ainda vejo as duas coisas como iguais, pois, por exemplo, fé é acreditar naquilo que ainda não pode ser comprovado. Jesus existiu? Não existiu? Foi uma criação da Igreja Católica? Se existiu, como era ele de verdade? Realmente um ser divino ou apenas um sábio acima da média? Se para para pensar, a Igreja Católica é uma mitologia e isso não é um demérito. É apenas fato.

 

Arkanus lidará também então com a maneira como interpretamos e agimos em relação à nossa espiritualidade, de modo que falaremos do maior número de religiões e mitologias possível. Em uma história ele pode enfrentar demônios cristãos clássicos, numa outra, lidar com entidades umbandistas, depois pode encarar criaturas da mitologia celta e assim vai. E outra: será que certas entidades existem ou existiram mesmo? Pode ser que no Universo SNP existam os deuses gregos, mas os deuses egípcios sejam realmente ficção. Há espaço para todas as crenças, incluindo o ateísmo, por incrível que pareça. Lidar com o outro lado da moeda também é necessário e não pode ser descartado.

 

:: Você mencionou anteriormente ser budista. Como isso influencia a série?

Nada.

 

Primeiro, porque nem vejo o budismo como religião e sim como filosofia. Segundo, há a linha de pensamento de que não podemos ficar tentando convencer as pessoas a entrar no budismo, tentando cooptá-las. Elas precisam vir por vontade própria, de coração. Terceiro que não seria justo. É como na escola, onde querem sempre o ensino religioso, onde “ensino religioso” significa “Igreja Católica”. Se é ensino religioso, por que não ensinar nas escolas sobre todas as religiões? Deixem os jovens escolherem! Se é que escolherão algo. Incluiria em “ensino religioso” (embora não fosse usar esse nome) até o ateísmo. As pessoas precisam desde mais novas a ponderar sobre o lado espiritual.

 

As histórias não podem, de forma alguma, beneficiar uma ou outra religião. Como disse, todas terão espaço, o que não significa que esse espaço será bom o tempo todo, pois as religiões também cometem seus erros e atrocidades. Não somente o lado bom delas será visto.

 

Outra coisa é que escrevo Arkanus junto com Alexandre Dias e ele também tem as opiniões dele a respeito de tudo isso e tentamos sempre questionar qualquer aspecto de cada a coisa a fim de chegar no melhor tipo de abordagem.

 

:: E qual seria o melhor tipo de abordagem?

De novo, não somos os donos da verdade. Então quem tem que dizer qual é o melhor tipo de abordagem é o coletivo. Levantamos as questões, damos um direcionamento para algumas coisas, mas o legal é também questionar esse direcionamento. Para outras, ficarão mais em aberto. Se o leitor não participar, qual é a graça? Que propósito teria a série?

 

:: E os personagens secundários mais importantes?

O que primeiro vem a cabeça é o melhor amigo de Miguel, Paulo Betina. Vinte e poucos anos, várias profissões anteriores. Viciado em teoria da Conspiração, vive percorrendo a internet e fazendo novos contatos. É o braço direito de Miguel.

 

Paulo é o prumo de Miguel. É ele que faz o Arkanus ainda ser humano, pois o lembra todos os dias de que lutar é preciso e desistir jamais. Nos momentos de conflito, ele é sempre o primeiro a desferir um soco e o último a cair. Como um bom faz tudo, ele é quem ajuda Miguel a desenrolar este emaranhado de conspirações contra ele.

 

Betina tem um propósito: fazer do mundo um lugar mais justo. Um trauma durante a fase adulta mudou sua vida drasticamente, e tudo o que lhe resta é fazer do mundo um lugar mais seguro. Betina enxerga em Arkanus a chance de isso acontecer e lutar por isso. Seu fanatismo pela conspiração e pelo amigo chega a ser doentio, a ponto de as vezes tensionar a relação de ambos. Apesar de qualquer discussão, Betina confia que ele precisa ajudar Miguel triunfar, ou o mal dominará as poucas almas justas que ainda existem.

 

Betina não segue as regras convencionais fazendo ele mesmo um tipo de justiça obscura. As pessoas erram. Betina está la para corrigir esses erros, reunindo provas, fatos e testemunhas. O mundo precisa ser um lugar melhor, e Betina está disposto a ajudar esse mundo ser mais justo para todos. A obscuridade da alma de Miguel nos momentos de amargura o assusta algumas vezes. O flerte de Miguel com as forças do mal pode levar Betina a tomar uma via inesperada: estudar Magia por conta própria.

 

Tem também o Baltazar. Mago Cinza milionário, colecionador de objetos mágicos e de poder. Os caminhos de Arkanus e Baltazer se cruzarão diversas vezes, pois Baltazar é um Mestre Goético: ele investe contra demônios.

 

 

Como todo bom mercador, Baltazar sabe negociar com ambos os lados da guerra. Isso o coloca como inimigo e amigo em muitas situações, onde ele sempre levará a vantagem se possível. O encontro de ambos ocorre quando Miguel vai atrás da pista sobre os arqueólogos que entraram nas montanhas da Chapada Diamantina.

 

O melhor comerciante é aquele que lucra com ambos os lados de uma guerra, e fazendo amigos, garantindo assim sua sobrevivência. O Arkanus é uma terceira força não prevista e pode se tornar um empecílio ou talvez a salvação deste mago.

 

O prazer guia as atitudes de Baltazar. Se não traz satisfação, ele não o faz. Normalmente vinho, sexo e poder são o afrodisíaco que despertam o interesse deste homem. A necessidade de sobreviver pode fazer com que Baltazar dependa de Miguel, fazendo com que esta dívida nunca possa ser paga em vida.

 

Já o pajé Anhanguera Araueté, também chamado de “Pena Dourada” será uma espécie de mentor espiritual de Miguel, mas apenas no começo. Ele é quem acha o novo Arkanus na persona de Miguel. Ele é da etnia Tupi/Xavante (Taiguarás). A tribo fictícia “Taiguará” (homens livres) existe com o propósito de perpetuar o conhecimento da existência do Arkanus e guardar o segredo do Santuário da Verdade, a base onde o Arkanus residiu no passado. Ele conta com a ajuda de sua neta, Mayara Araueté, que tem mais contato com o homem moderno e vive no meio desses dois mundos. Ela mesma acabará ensinando muita coisa para Miguel no meio do caminho.

 

Com essas quatro séries, cobrimos praticamente qualquer tipo de história na SNP.

 

:: Quem faz Arkanus?

Eu escrevo os roteiros junto com um novo talento literário, Alexandre Dias. Os desenhos são do incrível Fabiano Neves, que fez Vampirella e Queen Sonja para a Dynamite Entertainment. Na arte-final, Denis DYM Freitas, que trabalha para a DC Comics e já fez Action Comics, entre outros títulos. Ele também fez Star Wars para a Dark Horse. Nas cores temos Thiago Ribeiro, que faz cores para muitos títulos da Dynamite Entertainment. E nas letras, com Deyvison Manes. 

 

Se quer ver mais sobre os trabalhos da SNP, eis nossa página no Facebook:

https://www.facebook.com/supernovahq

 

No momento estamos com uma vaquinha que pode ser vista aqui:

http://centraldequad...con-experience/

 

 







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